AZ-104: cargos, currículo e o próximo passo na carreira — Certsqill
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AZ-104

AZ-104: cargos, currículo e o próximo passo na carreira

CE
Redação Certsqill· Atualizado 6 de setembro de 2026· 8 min de leitura

Resposta direta

Se você chegou aqui buscando uma tabela de salário para AZ-104, a resposta honesta é que essa tabela não existe de forma confiável — varia demais por região, por empresa e principalmente por quanto de experiência prática você tem por trás do certificado. O que a certificação Microsoft Azure Administrator realmente entrega não é um número de salário, é acesso: ela coloca seu currículo na pilha de candidatos que recrutadores consideram para vagas de administração de Azure, e sinaliza que você cobre, na prática, os domínios cobrados na prova — como Deploy and manage Azure compute resources (22,5%) e Implement and manage virtual networking (17,5%). Antes de decidir se vale o tempo de estudo, vale entender o formato da prova para saber exatamente o que ela exige de você.

Quais cargos essa certificação realmente abre

AZ-104 é uma certificação de nível associate, e isso define o teto de cargos que ela abre sozinha. Ela é reconhecida para: Azure Administrator, Cloud Support Engineer, Systems Administrator em transição para nuvem, e Junior Cloud Engineer. Ela não abre, sozinha, vagas de Solutions Architect ou Cloud Architect — essas exigem AZ-305 e, mais importante, anos de decisão de design que a AZ-104 não testa. O motivo é estrutural: os domínios da prova cobram operação (Deploy and manage Azure compute resources, Implement and manage storage), não desenho de arquitetura. Um recrutador técnico que conhece a prova sabe exatamente essa diferença e vai calibrar a vaga por ela.

O que ela faz pelo currículo e o que ela não substitui

No currículo, a certificação funciona como filtro de triagem: em processos com muitos candidatos, ela separa quem tem uma base mínima comprovada de quem não tem. É isso e só isso. Ela não substitui portfólio de projetos reais, não substitui referências de gestores anteriores, e não prova que você sabe tomar decisão sob pressão em um incidente de produção. Um erro comum é colocar a certificação como se fosse a prova principal de competência — ela é evidência de estudo estruturado, não de julgamento técnico testado em campo. Quem trata os dois como equivalentes decepciona o entrevistador na primeira pergunta de cenário.

Como os empregadores enxergam essa certificação

Existem duas leituras diferentes dentro da mesma empresa. Recrutador de RH e sistema de triagem automatizada tratam a certificação como palavra-chave de match — ela literalmente decide se seu currículo passa do filtro inicial. Gestor técnico ou tech lead trata de forma mais cética: para ele, a certificação garante que você não vai perguntar o que é um resource group, mas não garante nada além disso. A consequência prática é que a certificação abre a porta da entrevista com mais frequência do que fecha a vaga — o peso real dela cai conforme sobe o nível de quem está avaliando.

Em quais setores ela pesa e em quais quase não importa

Ela pesa de verdade em empresas que estão migrando workloads on-premises para Azure, em MSPs (provedores de serviço gerenciado) que precisam de equipe certificada para manter status de parceiro Microsoft, e em setor público/governo, onde exigência de certificação por fornecedor às vezes é requisito contratual. Ela quase não importa em startups enxutas que rodam em poucas pessoas generalistas, em empresas que já apostaram tudo em AWS ou GCP, e em vagas de desenvolvimento de software puro que não tocam infraestrutura. Se sua meta é uma dessas últimas, o retorno da certificação cai bastante — vale mapear isso antes de investir tempo de estudo.

O que perguntam sobre ela em entrevistas

A entrevista não repete a prova, ela testa se o conhecimento sobrevive fora do ambiente controlado do exame. Perguntas típicas: “como você configuraria RBAC para um subscription com múltiplos resource groups e times diferentes precisando de acesso restrito?”, “qual a diferença prática entre NSG e ASG e quando você usaria cada um?”, “como você define RTO e RPO ao planejar backup de uma VM crítica?”. Note que nenhuma dessas é “o que significa RBAC” — são cenários que só respondem bem quem já configurou isso de verdade, não quem decorou flashcard. Se você não consegue responder com um exemplo concreto de algo que fez, isso aparece na entrevista antes de aparecer no resultado.

Como ela se relaciona com experiência profissional

Para quem está mudando de carreira, a certificação funciona como substituto temporário de experiência — ela é a prova que você tem antes de ter o histórico de projeto. Para quem já trabalha com Azure há anos, ela funciona ao contrário: formaliza um conhecimento que já existe e destrava vagas que exigem o papel no currículo por política de RH, não por dúvida real de competência. O que não funciona é usar a certificação como atalho para pular a experiência — quem tira o certificado sem nunca ter mexido de verdade no portal ou na CLI do Azure é exposto rápido na primeira pergunta prática, e isso pesa contra o candidato mais do que a ausência do certificado pesaria.

O próximo passo que faz sentido depois — e por quê

O passo mais indicado depois de AZ-104 depende da direção que você quer seguir, não da pressão do mercado. Se seu interesse é ir mais fundo em arquitetura e decisão de design, o caminho é AZ-305 — mas só depois de acumular experiência real de operação, porque a prova de arquitetura assume que você já viveu as consequências das decisões que agora vai desenhar. Se seu interesse é automação e pipeline de entrega, o par natural é AZ-400. Se seu interesse é segurança, existe o caminho específico de segurança em Azure. A escolha errada mais comum é pular direto para o nível expert só porque “é o próximo número” — sem o tempo de mão na massa entre um e outro, você chega ao próximo exame despreparado para o que ele realmente cobra.

Quando trocar de fornecedor faz mais sentido que subir de nível

Existem cenários em que aprofundar em Azure (AZ-305, por exemplo) rende menos do que diversificar para outro provedor. Isso vale quando sua empresa está migrando ou já opera em ambiente multi-cloud e você precisa cobrir AWS ou GCP para não ficar de fora das decisões técnicas. Vale também quando o mercado local está saturado de profissionais certificados só em Azure — nesse caso, uma segunda certificação de outro fornecedor te diferencia mais do que um nível mais alto no mesmo fornecedor. E vale quando você percebe que não tem, ainda, o tipo de projeto de arquitetura que o próximo nível de Azure exige — nesse caso, é mais produtivo investir tempo em amplitude do que empurrar profundidade que a experiência ainda não sustenta.

O que construir em paralelo para o título sustentar

O certificado sem lastro prático não segura uma entrevista de nível sênior. O que sustenta o título: um repositório público com implantações reais usando Infrastructure as Code (Terraform ou Bicep), scripts de automação em PowerShell ou Azure CLI que você consegue explicar linha por linha, e pelo menos um projeto de laboratório multi-camada — rede, computação e armazenamento interagindo, não recursos isolados. Se seu emprego atual não te dá esse tipo de exposição, construa isso fora do trabalho: o objetivo é ter uma história concreta para cada domínio da prova, não apenas a memória de ter estudado para ele.

Como usar a certificação no perfil e na entrevista sem exagerar

No LinkedIn e no currículo, coloque a certificação na seção de certificações, com a data de emissão — não a transforme em título profissional nem escreva algo como “especialista Azure” só porque tem o AZ-104. Na entrevista, use-a como abertura, não como argumento final: mencione que ela cobriu a base e imediatamente pivote para um exemplo real de projeto ou incidente que você resolveu. Overselling é fácil de detectar — quando o entrevistador pergunta um detalhe de arquitetura fora do escopo da prova e você trata como se o certificado te desse autoridade ali, isso conta contra você, não a favor.

Quando ela não vale o esforço e o tempo é melhor investido em outra coisa

Se você já tem três anos ou mais de experiência prática como administrador de Azure, com referências que comprovam isso, o certificado adiciona pouco sinal novo — seu tempo rende mais em uma certificação de nível mais alto ou em uma habilidade adjacente. Se sua função atual não toca em Azure e você não está buscando ativamente uma vaga de nuvem, o esforço de estudo é melhor direcionado para o que sua carreira realmente demanda agora. E se sua empresa está comprometida com outro provedor de nuvem, estudar para AZ-104 é resolver um problema que você não tem — o retorno vem de certificar o que você de fato vai usar.

Perguntas frequentes

AZ-104 vale a pena para quem já trabalha como administrador de sistemas? Vale mais como formalização do que como aprendizado — se você já administra ambientes híbridos, a prova organiza o que você já sabe e destrava vagas que exigem o certificado por política interna de RH.

Preciso de experiência prévia em nuvem antes de tentar? Não é obrigatório, mas sem experiência prática o conhecimento não sobrevive à entrevista, mesmo que sobreviva à prova.

Quanto custa fazer a prova? O valor muda por região e passa por promoções da Microsoft; confira o custo atualizado da prova antes de agendar.

Qual é a pontuação mínima para passar? A prova usa uma escala própria de pontuação — veja os detalhes na nossa página sobre pontuação de aprovação em vez de assumir um número solto.

Recomendação final

AZ-104 não é a certificação que decide seu salário — é a que decide se você entra na sala. O que acontece depois de entrar depende do que você constrói em paralelo e de qual próximo passo você escolhe com intenção, não por pressão de mercado ou de gestor. Se você não tem certeza se essa é a certificação certa para o seu momento, comece pela página oficial da certificação e confirme se os domínios cobrados batem com o cargo que você realmente quer daqui a um ano.

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