Reprovou no CCNA? O plano real para a segunda tentativa
Resposta direta
Reprovar no CCNA não é o fim do caminho, é um ponto de dados. Você tem um score report na mão que diz exatamente em quais domínios você ficou abaixo do esperado — e é isso que deve guiar o que você faz nos próximos dias, não o quanto você ficou chateado. Quem passa na segunda tentativa faz três coisas diferentes de quem reprova de novo: lê o relatório com frieza, muda o método de estudo (não só a quantidade de horas) e escolhe a data do reteste com base em progresso real, não em ansiedade para “acabar logo com isso”.
As primeiras horas depois de reprovar: o que fazer agora e o que não fazer
Nas primeiras horas, o instinto mais comum é abrir o material de estudo de novo e revisar tudo do zero, ou fazer o oposto — fechar o notebook e não tocar no assunto por semanas. Os dois são erros.
O que fazer:
- Salve ou fotografe o score report antes de fechar a tela de resultado. Em alguns formatos de prova ele só fica disponível por um tempo limitado.
- Escreva, ainda no mesmo dia, quais questões você lembra ter tido dúvida real (não “achei difícil”, mas “não sabia o comando” ou “não entendi o cenário”). A memória desse detalhe se perde rápido.
- Não marque a próxima data agora. Isso vem depois de você entender o que aconteceu.
O que não fazer: não decida no calor do momento que “networking não é para você” nem que “a prova foi injusta”. Nenhuma das duas conclusões é sustentada pelos dados que você tem nesse momento — e você só tem um documento concreto até aqui: o score report.
Reprovar no CCNA é mais comum do que você imagina — e não é exceção
Se você está buscando “ccna é difícil” depois de reprovar, a resposta prática é: para a maioria de quem tenta sem experiência prévia de rede consolidada, sim, e reprovar na primeira tentativa é uma parte estatisticamente comum da trajetória, não um sinal de que você não serve para a área. O exame cobre seis domínios com pesos bem diferentes — Network Fundamentals, Network Access, IP Connectivity, IP Services, Security Fundamentals e Automation and Programmability — e é raro alguém chegar à primeira tentativa com nível parelho em todos eles. Isso é matemática de estudo, não talento.
O erro de raciocínio mais caro aqui é generalizar: uma reprovação te diz algo sobre sua preparação para esse exame específico, não sobre sua capacidade de trabalhar com redes no mundo real. São coisas relacionadas, mas não idênticas.
Como ler seu score report do CCNA
O relatório mostra sua pontuação geral e um detalhamento por área de conhecimento, normalmente em faixas (forte, dentro do esperado, abaixo do esperado) em vez de números exatos por domínio. É esse detalhamento, não o número total, que deve orientar seu plano de estudo.
Antes de reagir ao número final, confira nossa página sobre a nota de corte para entender como a pontuação é calculada e o que ela realmente representa — isso evita a armadilha comum de tentar converter o resultado em porcentagem, o que não é como o exame funciona.
Leia o relatório assim: identifique os dois ou três domínios com pior desempenho relativo e compare com o peso oficial de cada um. Um desempenho fraco em Network Fundamentals (20%) pesa muito mais no resultado final do que um desempenho fraco em Automation and Programmability (10%) — priorize a correção pelo impacto, não pela ordem em que aparece no relatório.
O que o score report não diz — e as conclusões erradas que isso gera
O relatório não diz quais questões específicas você errou, não diz o texto das perguntas, e não diz se você errou por não saber o conteúdo ou por interpretar mal o cenário sob pressão de tempo. Ele também não distingue entre “você não estudou esse tópico” e “você estudou mas travou na hora”.
Isso gera duas conclusões erradas muito comuns:
- Achar que decorar mais comandos resolve um problema que na verdade é de interpretação de cenário (comum em questões de simulação e de topologia).
- Achar que o domínio com pior faixa é necessariamente o culpado pela reprovação, quando às vezes é um domínio “dentro do esperado” mas com peso alto que puxou o total para baixo.
Trate o relatório como um indicador direcional, não como um diagnóstico completo. Ele reduz o espaço de busca, não o fecha.
Reprovou por pouco: uma situação diferente de reprovar feio
Ficar a poucos pontos da aprovação é notícia boa e má ao mesmo tempo. Boa porque significa que sua base de conhecimento provavelmente está correta e o problema é de execução — gestão de tempo, um ou dois domínios específicos, ou questões de simulação que consomem tempo desproporcional. Má porque é fácil subestimar o trabalho que ainda falta, já que “quase passei” soa mais perto de “pronto” do que realmente está.
A diferença prática: quem reprova por pouco não precisa refazer o curso inteiro. Precisa isolar os um ou dois domínios mais fracos, treinar especificamente o tipo de questão que consumiu tempo demais (normalmente simulações de configuração), e refazer simulados cronometrados — não relerum material que você já domina.
Muito abaixo da linha: quando recomeçar do zero é mais honesto que remendar
Se o resultado ficou muito distante da aprovação, tentar “remendar” com uma revisão de duas semanas é o erro mais comum e mais caro dessa faixa. Um resultado bem abaixo geralmente indica lacuna estrutural — não em um domínio, mas na compreensão de como os domínios se conectam (por exemplo, não entender IP Connectivity o suficiente compromete também questões de IP Services que dependem dela).
Nesse caso, a decisão honesta costuma ser: refazer o conteúdo com um método diferente do primeiro — se você usou vídeo, mude para prática em laboratório; se estudou sozinho, considere um formato com mais correção de exercícios — e aceitar um ciclo de estudo mais longo antes do reteste, em vez de tentar economizar tempo repetindo o que já não funcionou da primeira vez.
As regras de reaplicação da Cisco: prazo de espera e número de tentativas
A Cisco exige um intervalo mínimo entre a primeira tentativa e o reteste — você não pode simplesmente remarcar para o dia seguinte. Esse intervalo tende a aumentar a cada nova reprovação consecutiva, como incentivo para que o candidato de fato estude entre as tentativas em vez de tentar “na sorte” repetidamente. Não existe um limite vitalício conhecido de quantas vezes você pode tentar, mas cada reprovação nova impõe uma espera maior que a anterior.
Confira o formato oficial da prova para saber se a versão que você vai refazer mudou desde sua primeira tentativa — a Cisco atualiza o CCNA periodicamente, e se isso acontecer entre suas tentativas, você é automaticamente movido para a versão vigente, não para a que você estudou.
Quando marcar a segunda data: na hora ou com intervalo
Marcar a segunda data no mesmo dia da reprovação, “para não perder o embalo”, raramente é a decisão certa — na prática você provavelmente nem pode, por causa do prazo mínimo de espera, mas mesmo que pudesse, a pressa costuma esconder o fato de que você ainda não sabe exatamente o que vai fazer diferente.
A lógica melhor: marque a data só depois de ter um plano concreto para os domínios fracos identificados no score report, com um número de semanas de estudo definido e simulados intermediários para checar progresso. Isso normalmente significa esperar mais do que o mínimo permitido, não menos — especialmente se a reprovação foi por margem larga.
O que custa a segunda tentativa e o que considerar antes de pagar de novo
Cada tentativa de reteste tem custo integral — não existe desconto de segunda chamada. Antes de pagar de novo, veja a página de custo do exame para confirmar valores atuais e considerar se vale mais a pena investir esse valor num reteste imediato ou num período maior de preparo (incluindo laboratórios práticos ou simulados pagos) para reduzir a chance de uma terceira cobrança.
A pergunta certa não é “quanto custa reprovar de novo”, é “quanto custaria eu estar despreparado de novo pela mesma razão”.
Online ou centro de provas na segunda tentativa — o que pesa para cada perfil
Se você fez a primeira tentativa online e reprovou, vale considerar o centro de provas físico na segunda — não porque as questões sejam diferentes, mas porque o ambiente controlado remove variáveis (barulho doméstico, checagem de sala pelo software, ansiedade extra com a verificação de identidade online) que podem ter custado minutos e concentração sem você perceber.
Se você fez em centro de provas e reprovou por questão de deslocamento ou horário mal escolhido, o formato online pode reduzir atrito logístico na segunda tentativa. A escolha certa depende de qual variável comeu seu desempenho da primeira vez — ambiente ou logística — não de preferência genérica.
A partir de que nota nos simulados você está pronto
Não existe um número mágico de acerto em simulado que garanta aprovação, porque simulados variam muito em dificuldade e fidelidade ao exame real. O que funciona como sinal confiável é consistência: três ou quatro simulados completos, cronometrados, feitos em dias diferentes, com resultado estável na faixa alta — e sem quedas bruscas em domínios específicos. Um simulado bom isolado não significa nada; um padrão sustentado significa muito.
Se seus simulados ainda oscilam muito entre tentativas, isso é sinal de que o conhecimento não está consolidado, está memorizado superficialmente — e memorização superficial é exatamente o que quebra sob a pressão do exame real.
Questões que você reconhece — e por que não pode contar com isso
É comum, ao refazer o exame, reconhecer o tema de algumas questões ou até a estrutura de um cenário. Isso não significa que o banco de questões é o mesmo, nem que você pode estudar “decorando” perguntas de fóruns e vazamentos como estratégia.
Contar com reconhecimento de questões é uma estratégia frágil por duas razões: primeiro, os bancos são grandes e rotacionados, então a sobreposição real costuma ser pequena; segundo, mesmo quando o tema se repete, o cenário e os detalhes mudam o suficiente para que uma resposta decorada saia errada. Trate qualquer familiaridade como bônus, nunca como base do seu plano de estudo para a segunda tentativa.
O idioma da prova na segunda tentativa
Se na primeira tentativa você fez a prova em inglês (a opção padrão em muitos centros e na modalidade online) e sentiu que o idioma consumiu tempo de leitura, considerar verificar a disponibilidade de outro idioma no seu local de aplicação vale o esforço antes de remarcar — a compreensão do enunciado sob pressão de tempo é parte real da dificuldade em domínios com muitas questões de cenário, como IP Connectivity.
Se o idioma não foi um fator no seu caso, mudar por mudar não traz ganho — o problema provavelmente está em conteúdo, não em leitura.
Erros típicos da segunda tentativa
- Estudar mais do mesmo jeito que já não funcionou, só que por mais horas.
- Focar só nos domínios “vermelhos” do relatório e ignorar completamente os “amarelos”, que também custaram pontos.
- Fazer o mesmo simulado repetidas vezes até decorar as respostas, confundindo memorização de simulado com domínio real do conteúdo.
- Marcar a data antes de ter terminado o plano de estudo, criando pressão artificial de prazo.
- Ignorar a gestão de tempo como causa da reprovação quando o score report e a lembrança da prova sugerem que faltou tempo, não conhecimento.
Gestão do tempo e nervosismo na segunda prova
Se seu problema na primeira tentativa foi tempo — chegar nas últimas questões correndo ou não sobrar tempo para revisar — o ajuste não é “ler mais rápido”, é mudar a ordem de ataque: responda primeiro as questões de múltipla escolha rápidas, deixe simulações de configuração mais longas para o meio da prova quando você já está aquecido mas ainda tem tempo de sobra, e estabeleça um limite de tempo mental por questão para não travar numa só.
O nervosismo da segunda tentativa costuma ser diferente do primeiro: menos medo do desconhecido, mais medo de repetir o mesmo erro. Simulados cronometrados nas mesmas condições da prova real (sem pausar, sem consultar nada) são a forma mais eficaz de reduzir essa ansiedade, porque trocam “não sei o que esperar” por “já fiz isso sob essas condições antes”.
Como falar com seu empregador sobre isso
Se seu emprego ou uma vaga já sabe que você tentou o CCNA, a forma mais sólida de comunicar uma reprovação é enquadrá-la como parte do processo, não como fracasso: “fiz a primeira tentativa, identifiquei os domínios que precisam de reforço pelo relatório oficial, e já tenho data para a segunda”. Isso demonstra método, que é exatamente o que um empregador técnico quer ver — mais do que um aprovado de primeira sem processo visível.
Se ninguém no trabalho sabe, você não é obrigado a contar antes de passar. A reprovação não fica registrada em nenhum lugar visível para terceiros — só o resultado final, quando você decidir compartilhá-lo, importa para quem está de fora.
Quando trocar de certificação é mais honesto que uma terceira tentativa
Se você já reprovou duas vezes nos mesmos domínios, com o mesmo tipo de erro, vale parar e perguntar se o problema é o método de estudo ou se a base de rede que você tem hoje é simplesmente insuficiente para o nível que o CCNA cobra. Nesse segundo caso, migrar temporariamente para uma certificação de nível fundamental antes de voltar ao CCNA pode ser mais honesto — e mais barato no total — do que insistir numa terceira tentativa sem mudar a base.
Isso não é desistir do CCNA, é sequenciar a certificação certa antes dele. Ir direto para a terceira tentativa sem esse degrau intermediário costuma repetir o padrão das duas primeiras.
O que precisa mudar no seu estudo para a segunda tentativa dar certo
Se você vai refazer exatamente o que fez antes — mesmo material, mesma ordem, mesma quantidade de simulados — o resultado mais provável é o mesmo. As mudanças que de fato movem a agulha:
- Trocar estudo passivo (vídeo, leitura) por prática ativa em laboratório real ou simulador de rede para os domínios fracos.
- Priorizar os domínios por peso oficial, não por preferência pessoal — reforçar Network Fundamentals ou IP Connectivity rende mais pontos por hora estudada do que reforçar Automation and Programmability, dado o peso de cada um.
- Incluir simulados cronometrados nas últimas semanas, não só questões avulsas.
- Definir um critério objetivo de “pronto” (consistência em simulados, não sensação de confiança) antes de marcar a data.
FAQ
Posso ver quais questões específicas errei na tentativa que reprovei? Não. O score report mostra faixas de desempenho por domínio, não o conteúdo das questões individuais — por política do fornecedor do exame.
Quantas vezes posso refazer o CCNA se continuar reprovando? Não há um limite vitalício divulgado, mas o intervalo mínimo de espera aumenta a cada reprovação consecutiva.
O reteste tem as mesmas questões da minha primeira tentativa? Não necessariamente. Os bancos de questões são grandes e rotacionados; contar com repetição exata é uma estratégia frágil.
Devo usar o mesmo material de estudo na segunda tentativa? Só se o problema foi tempo de estudo insuficiente. Se o problema foi o método, trocar de abordagem (mais prática, menos leitura passiva) costuma render mais do que repetir o mesmo material por mais tempo.
Recomendação final
Reprovar no CCNA não muda o que você é capaz de aprender, muda o que você precisa fazer diferente amanhã. Leia o score report com frieza, ataque os domínios pelo peso oficial, marque a segunda data só quando tiver consistência real em simulados — e se depois de duas tentativas o padrão de erro se repetir, considere um degrau intermediário antes da terceira. Isso não é atalho, é a forma mais direta de chegar lá.
Dados da CCNA: Formato da prova CCNA → Nota de aprovação da CCNA → Quanto custa a prova CCNA →
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